sexta-feira, abril 28, 2006

Just like heaven

Show me, show me, show me
How you do that trick
"The one that makes me scream," he said
"The one that makes me laugh," he said
And threw his arms around my neck
Show me how you do it
And I promise you, I promise that
I'll run away with you
I'll run away with you
Spinning on that dizzy edge
I kissed his face, I kissed his neck
And dreamed of all the different ways
I had to make him glow
"Why are you so far away," he said"
Why won't you ever know that
I'm in love with you,
That I'm in love with you?"
You... soft and only
You... lost and lonely
You... strange as angels
Dancing in the deepest oceans
Twisting in the water, you're just like a dream
Just like a dream
Daylight whipped me into shape
I must have been asleep for days
And moving lips to breathe his name
I open up my eyes
I find myself alone, alone, alone
Above a raging sea
That stole the only boy I loved
And drowned him deep inside of me.
You... soft and only
You... lost and lonely
You... just like heaven

Para dançar cheek to cheek neste fim de semana prolongado!!

quarta-feira, abril 26, 2006


Perdi-te ao tentar encontrar-te.
Fiquei sem saber quem eras.
Quis esquecer-me de ti.
Mas ao tentar descobrir-te de novo
perdi-me no brilho da luz com que me olhas.
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terça-feira, abril 18, 2006

A dor do vazio

A pior dor é aquela de não sentir nada.
É aos poucos deixar de sentir o que nos incomoda, o que nos magoa.
É deixar-se ficar na dormência do vazio.
É deixar o coração secar.
É ficar indiferente.
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quinta-feira, abril 13, 2006

Aquele chão guardou todas as danças e passos que iam a lugar nenhum.
Mas sem saber eu caminhava em direcção a nós.
Hoje posso dizer que em lugar nenhum eu estaria sem ti.
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segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Saiba...

Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Saddam Hussein
Quem tem grana e quem não tem

Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
e também você e eu

Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar

Saiba: todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxónico ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano

Saiba: todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao-Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé
Gandhi, Mike Tyson, Salomé

Saiba: todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
e também eu e você

Adriana Calcanhoto - Saiba

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quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Busca

Foi difícil identificar o portão de madeira antiga e de cores ressequidas pelo sol, entre tantos outros portões igualmente desbotados que se seguiam naquela rua.
Não gostava de perder tempo e aquela procura estava a deixá-la irritada. Acabou de abrir o portão entreaberto e entrou decidida para cumprir o mais rápido possível a tarefa que lhe tinham incumbido. As cores esbatidas repetiam-se no interior do edifício mas sem que isso lhe retirasse qualquer beleza, pelo contrário, até ganhava um certo charme. A sala da entrada era ampla e alta o suficiente para acomodar uma escadaria que seguia pelas paredes até ao 3º andar. Estava sozinha. Sentiu-se minúscula perante toda aquela grandeza. Olhou em redor na tentativa de descobrir onde deveria dirigir-se. Pela lógica seria uma das portas logo ali da entrada, mas o som das vozes que se soltavam da música de fundo, ora em forma de canto, ora em forma de comando, despertou todos os seus sentidos. Nada lhe soava a estranho. Aproximou-se do primeiro degrau e iniciou a escalada lentamente. À medida que subia as escadas o som ía aumentando. Era como se tivesse sido enfeitiçada por toda aquela musicalidade. Os seus passos delicados seguiam o trilho daquele feitiço, quando de repente parou no fim de um dos corredores. Sentiu uma corrente de ar que vinha duma porta entreaberta e que lhe trazia um cheiro bastante familiar. O coração acelerou o ritmo e pulsava por todo o seu corpo. Na tentativa de disfarçar, a sua memória dizia-lhe que aquele cheiro seria provavelmente do verniz que estariam a espalhar naquelas madeiras ressequidas. A voz em forma de comando destacava-se agora de toda a musicalidade e vinha daquela fresta. Aproximou-se e espreitou. Sentiu o corpo gelado e só os olhos mexiam para percorrer toda aquela sala repleta de meninas que estavam ali para serem o que gostariam de ser quando fossem grandes. Bailarinas, tal como ela gostaria de ter sido. O gelo que sentia derreteu-se então em forma de lágrimas e deu lugar a um calor intenso de emoção. Tudo lhe era tão familiar que quase se atreveu a pular para o meio da sala e mostrar tudo aquilo que tinha aprendido durante 12 anos. Foi no meio de uma pirueta que sentiu alguém a tocar-lhe no ombro e viu-se forçada a parar.
- Procura alguém ?- perguntou-lhe uma senhora.
- Sim...procuro-me a mim.
E desceu as escadas em direcção à secretaria para terminar a tarefa que lhe tinham incumbido, deixando para trás aquele cheiro que era afinal da resina utilizada nas sapatilhas para não escorregarem.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Ao meu namorado

De tudo ao meu amor serei atento antes
E com tal zelo e sempre e tanto
Que mesmo em face de um maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vive-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei-de espalhar meu canto
E rir meu riso e espalhar meu canto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte angustia de quem vive
Quem sabe a solidão fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor que tive
Que não seja imortal posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure